Thursday, August 05, 2004

"Amar"

Foto: Carlos Drummond de Andrade

Continuando com a minha viagem literaria, hoje vou apresentar um poema do meu amado, querido, idolatrado mestre da poesia Carlos Drummond de Andrade. Nasceu em Itabira, MG, estudou em Belo Horizonte, Nova Friburgo e depois em 1925, formou-se em Farmacia em Ouro Preto (claro, uma mente brilhante dessa tinha que ser farmaceutico, hahahaha!!!!). Em 1930, lança seu primeiro livro, Alguma Poesia. Ligado ao Partido Comunista no início dos anos 40, escreve poesias de fundo social, como Sentimento do Mundo (1940) e A Rosa do Povo (1945). Durante uma fase curta, mas intensa, Drummond faz poesia engajada. A indignação pelas desigualdades sociais, no entanto, não o deixa perder o profundo lirismo, o senso de humor e a emoção contida, porém forte. A partir de Claro Enigma (1951), volta a registrar o vazio da vida humana e o absurdo do mundo. Entre suas obras como cronista estão Lição de Coisas (1962), Os Dias Lindos (crônicas, 1978) e Boca de Luar (crônicas, 1984). Morreu em 1987.


Bom, como poesia pra mim sempre foi significado de amor, naum podia deixar de escolher um texto classico de Drummond:

Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Bom, pra naum ficar soh na poesia, tenho que indicar um filme muito bom que assisti ontem: "Quero ficar com Polly" (Along Came Polly).

Foto: Along Came Polly

Nossa, Ben Stiller arrasando novamente como comediante. Eh uma historia que me fez refletir um pouco, pq as vezes ficamos procurando pessoas tao iguais que a gente pra se relacionar, mas a felicidade estah justamente nas pessoas diferentes. Mas o filme eh pura diversao. Vcs tbem tem que assistir "Starsky and Hutch", que eh uma comedia muito pastelao tambem com o Ben Stiller e o gatinho de nariz amassado Owen Wilson. Diversao garantida!!!

Foto: Starsky and Hutch

Bom, vou terminando por aqui senaum vcs vao se encher de ler.

Beijos!!!

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